CHUC implantou recentemente o seu primeiro “coração artificial”

Atualizado: 22 de dez. de 2021

O Serviço de Cirurgia Cardiotorácica e Transplantação de Órgãos Torácicos (CCTOT) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) implantou recentemente o seu primeiro “coração artificial”, num homem de 69 anos, o HeartMate. Trata-se de uma nova opção terapêutica para doentes em insuficiência cardíaca terminal e não candidatos a transplantação cardíaca, nesta unidade hospitalar.


A este propósito, o diretor do serviço de CCTOT, David Prieto, adianta que “existem outros dispositivos de assistência cardíaca, mas o HeartMate, sendo portátil e intracorpóreo, permite ao doente ter uma capacidade funcional e autonomia próximo do normal. Este dispositivo aspira o sangue do ventrículo esquerdo e injeta-o diretamente na aorta ascendente, o doente apenas tem de recarregar e substituir as baterias que mantêm esta “bomba” a funcionar”.


A cirurgia foi liderada pelo diretor do serviço, David Prieto, em colaboração com Gonçalo Coutinho e Carlos Branco e o apoio de uma equipa experiente de médicos do Hospital Universitário de Bellvitge, Barcelona, Espanha. Destaca-se, também, o trabalho conjunto desenvolvido com a UTICA (Unidade de tratamento de insuficiência Cardíaca Avançada), do Serviço de Cardiologia do CHUC, liderado pelas médicas Fátima Franco e Susana Costa.

O Serviço de Cirurgia Cardiotorácica e Transplantação de Órgãos Torácicos do CHUC, considerado um referência nacional na área da transplantação cardíaca, dispõe agora de uma nova abordagem terapêutica. David Prieto refere que “embora o Serviço de CCTOT seja aquele que tem o maior número de transplantes cardíacos em Portugal, nem sempre a implantação de um coração de um dador é a melhor solução para esta doença tão complexa e debilitante”. Adianta, ainda, que no CHUC “são realizados, por ano, cerca de 20 transplantes cardíacos e enquanto alguns doentes aguardam por um coração compatível, outros poderão agora receber um “coração artificial” e beneficiar desta nova opção terapêutica”.



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